CoDAS
https://codas.org.br/article/doi/10.1590/2317-1782/20212021274
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Artigo Original

Digits-in-noise test in Brazilian Portuguese: how demographic and socioeconomic variables influence normal-hearing subjects

Teste de dígitos no ruído no Português Brasileiro: influência das variáveis demográficas e socioeconômicas em normo-ouvintes

Victor Vasconcelos Barros; Aryelly Dayane da Silva Nunes-Araújo; Aline Roberta Xavier da Silva; Hannalice Gottschalck Cavalcanti; Deborah Viviane Ferrari; Sheila Andreoli Balen

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Abstract

Purpose: Verify how demographic and socioeconomic variables on the in-noise speech recognition threshold (SRT) from the digits-in-noise test (DIN) in Brazilian Portuguese influence normal-hearing subjects. Methods: Cross-sectional, prospective study. The convenience sample had 151 normal-hearing subjects between 12 and 79 years (mean=34.66) who underwent pure tone audiometry and digits-in-noise test with white noise using a sequence of three numbers in diotic stimulus (in-phase) on the same day. The DIN was performed using a Motorola Z3 Play smartphone with internet access and in-ear headphones. In-noise digit speech recognition threshold (SRT) was analyzed for gender, age, educational levels, and socioeconomic status. We used the nonparametric version of the Kruskal-Wallis and Mann-Whitney U tests to compare independent samples adopting a significance level of 5%. Results: The mean SRT was -8.47 dBNA (SD -3.89) with a median of -9.6 dBNA. The SRT was proportionally inverse to educational levels and socioeconomic status and more negative (better) with lower age groups. Gender did not influence the DIN SRT. Conclusion: Age, educational levels, and socioeconomic status influenced the DIN threshold. These variables must be considered when analyzing DIN performance in Brazilian Portuguese in normal-hearing subjects.

Keywords

Hearing; Speech in Noise; Mobile Devices; Telehealth; m-health; Adults; Elderly; Educational Levels; Socioeconomic Status

Resumo

Objetivo: Verificar a influência das variáveis demográficas e socioeconômicas no limiar de reconhecimento de fala no ruído (LRF) obtidos no teste de dígitos no ruído (TDR) no Português Brasileiro em normo-ouvintes. Método: Estudo transversal e prospectivo. A amostra de conveniência foi composta por 151 sujeitos normoouvintes com idade entre 12 e 79 anos (média =34,66) que realizaram audiometria tonal liminar e teste de dígitos no ruído branco com sequência de trios numéricos em estímulo diótico (inphase) no mesmo dia. O TDR foi realizado com um smartphone Motorola Z3 play com acesso à internet com fones de ouvido intra-auriculares. Os limiares de reconhecimento dos dígitos no ruído (LRF) foram analisados em função do sexo, idade, escolaridade e nível socioeconômico. Foi utilizado para comparar as amostras independentes, o teste não-paramétrico KruskalWallis e Mann-Whitney, adotando-se o nível de significância de 5%. Resultados: A média do LRF foi de -8,47 dBNA (dp -3,89), com mediana de -9,6 dBNA. O LRF foi proporcionalmente inverso à escolaridade e nível socioeconômico e mais negativo (isto é, melhor) com menor faixa-etária. Não houve evidência de influência do sexo no LRF do TDR. Conclusão: Idade, escolaridade e nível socioeconômico mostraram influenciar o limiar no TDR; essas variáveis devem ser consideradas na análise de desempenho do TDR no Português Brasileiro em sujeitos normo-ouvintes.

Palavras-chave

Audição; Fala no Ruído; Dispositivos Móveis; Telessaúde; m-saúde; Adultos; Idoso; Escolaridade; Nível Socioeconômico

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